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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Limite poético

Entre o limite da sanidade e da loucura
Revejo-me como um santo casto
De olhares inoportunos
E o coração em chamasMeu mundo irreal me machuca
Feri até as profundezas da alma
Em que só entra
A dor de ser si mesmo

Loucura

Depressão e psicose
Interagindo entre si
Levando - me aos espaços
Em que a loucura cura
Assim
Se faz
E se foi
Vivo num mundo fantasioso
Em que só a dor penetra
No peito aberto

Sentimentos

O coração bate acelerado
A cabeça mergulhada nas emoções
E a tendência de se sentir só persiste

Emoções

Minhas emoções giram
Até que me perca dentro delas
Sozinho estou
Dentro desta casca
Que me envolve
E não me deixa livre
Escrevo não para passar o tempo
E sim para refrear a dor que deverás sinto

Proibido

Proibido
As margens do céu se fecharam
E os anjos não puderam calar
E gritaram
Senhor, olhai pra terra e veja o quanto dos teus filhos morrem
Morrer é fonte para o paraíso
A libélula azul
Cheiro de mato
Chuva que chega e inunda de amor

Não me calarão

Não me irão proibir de escrever
Enquanto tiver subterfúgio
E vontade
Escreverei até a minha morte de amor

Possível

Não irei buscar a infelicidade
Quero usar a sabedoria a meu favor
E construir um mundo possível
Em que o amor reina

Frio cortante

Hoje fez um frio cortante
Daqueles que cortam a alma
Busquei dentro de mim orações
Que me acalmassem
Encontrei na ânsia de liberdade
O sol que deverás perdi
Encontrei-o dentro de mim

O pó

Cada pó que circula entre meus pés
É um pouco de quem passou ao meu lado
Não me guio pela sujeira dos outros
Vale ressaltar
Que de dias invernosos
Minhas paixões só aumentam

Sonhos

Sonho com coisas ruins
Elas acontecem a todos instantes
Não sei porque é assim
Vou mergulhar no inconstante
E assim descobrir
Sonhos revigorantes

Palavras, palavras

O calor que corta meu peito de aço
Sem sentimentos e emoções
Cada dia mais frio me faço
Não aguento mais tantas exclusões

O meu eu poético
Cada dia petrificado fica
Sem romance, sem gentileza
A corda bamba estica

Palavras, palavras, palavras
Todo mundo enche a boca pra falar
Mas o coração não mais engana
De intensões é que se vive

Ideias secas

Às vezes, as ideias secam Ficam pantanosas É preciso submergir a elas E declarar como prova de amor

Quitutes mineiros

Café e leite
Pão de queijo
Broa de fubá
Goiabada com queijo
Arroz doce
A menina de fita amarela se lambuza
Come sem parar
A cozinha mineira é um encanto
Com seus doces e sabores
Venha experimentar!
E se deliciar com quitutes mineiros

Mundo nos ombros
Arqueado como uma vara bem fina
Meticulosamente testado ao extremo
Não se rompe
É melhor envergar e não rachar

Reflexões

É tempo que vai embora
É tempo que não volta mais
É vida que passa como jato
Sorriso que não vejo mais

As circunstâncias me fizeram rude
Bronco como pedra
Não choro, não lamento
O beijo que me espera

Haitianos

Haitianos no Brasil
Passam por necessidades
Mas lutam pra conquistar
Um lugar ao sol

Quero colo

Machucado
Eu vou
Sigo o caminhar das estrelas
Naquela noite de puro amorPandora
Veio para o meu colo me consolar
Gatos sabem o que fazemSenti uma vontade de abraça - la é agradecer
Animal nos entende
E eu aqui fico a sorrir
Tempo de chuva
Meu beijo foi embora
Cada orvalho que cai nos ombros
Molham os músculos de amor
Tem horas que me sinto inútil
Passam-se momentos de depressão
Caminhar alivia os pensamentos
E deixa o coração mais tranquilo

Não sou mais um pecador

Os meus pecados morreram
Naquela noite de choque
Convulsão que me afetou

Os meus pecados morreram
Sou um homem livre
Diferente do que era

All over again

Tudo outra vez
Os pensamentos voltam
Enchem de conturbadas sensações
E um desprazer me acomete

O assassinato

Correndo nas ruas
Assalto e uma bala
Acertou em cheio o coração
Um corpo estendido no chão
O sangue escorrendo para o boeiro
Não vi quem atirou
Apenas quem correu pelas estradas sombrias

Revelações em sonhos

Meus sonhos vividos
Não são coisas para mim
A humanidade que tanto amo
Despedaçada em ouros de ofír

Cada povo tem sua beleza
Que deveria ser ajudada
O que vemos é um assalto há tempos
De cada parte, o nada

O diferente oras almejado
Agora será suplantado
E tudo que o mundo conquistou de bom agrado
Será exterminado




O novo presidente dos Estados Unidos da América

O discurso de ódio venceu
Tempos sombrios
Em que as consequências são incalculáveis
Prevejo guerras purgativas
Em que todo mal viscerado
Seja purgado até as últimas consequências
Mortes, catástrofes, intempéries
E o mundo passa por um momento difícil
Que o diferente sobreviva
Para contar sua história   

O sol como Deus

O sol que esconde atrás das nuvens espessas
Brilha dentro de nós
O sol que esconde atrás das nuvens espessas
Brilha entre vós!

A chuva

Para crianças

A chuva chegou
Mês de novembro
As formigas apressadas caminham
As cigarras que cantam sem parar
E aquele friozinho quente
Embalam suas tardes


Em verdade, que verdade? Vos digo:

Em verdade, que verdade? Vos digo:
A consciência era única coisa que poderia parar as malfeitorias pelo mundo,
mas vejo que nem ela consegue mais para-las.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
Viemos ao mundo para amar e não para destilar seu próprio veneno,
que é ódio revestido de santidade.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
As amizades não suportam mais desencontros,
são frágeis ideias de pertencimento ao mundo.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
As minhas verdades foram para o espaço,
o que me resta são as inverdades honestas.


Para espantar, "reze"!

O retrocesso avança mundo afora
Políticos sensacionalistas ganham espaço
E ficamos cada vez mais, a mercê deste obscuro panorama

Sem complexidade

Sangue que escorre em meu ventre
Derrama em todos seu amor
Não paro, e nem desisto
Sempre te darei uma flor
Rimar sem complexidade
É um jeito de escrever poemas
Na hora de lidar com a dor que balança o berço
Eu cá estou
A vida é de duelos
Cada qual com sua espada
Ou também lanças
Por isso, é importante a verdade que sana
E que as dores purificadas
Se transformem em deusas insanas

Mágica

Para crianças

Jogo nas linhas da sorte
Pulo estrelas
Encanto animais
Faço estripulias 
Brinco com mentes fechadas
Abrindo-as para próximo do céu
Fui até em ambientes longínquos
Adentrei em lugares inóspitos
E revelei as mágicas dos magos



Lugares

Gritaria que ensurdece
Crianças por todos os lados
E eu cada dia mais convicto
Que só uma música me acalma

Criei uma redoma
Num mundo de estupenda fantasia
Em que minhas asas me acompanham
E me levam para outros lugares mais sabidos

Tudo está fechado
As portas do céu trancafiadas
E as verdades ditas
No fundo de um aquário
Borbulhando com tal disparate

Sabe

Todo mundo sabe
Que mais vale
Uma verdade iluminada
Daquelas que enchem o peito de alegria
Que verdades infundadas
Descritas como verdadeiras sinfônias



A dor no peito

Jorro água pelas ventas
O sangue que escorre purificado
Encontra um rio de solidão
Naquela beirada de uma praia
Não fui eu que causei a maldição
Ela veio das águas do mar
Entre maremotos existências
Frios cortes na pele escura
Deixam marcas que nunca saem de lá

Mundo bolha

Criei um mundo particular
Vivo dentro de uma bolha
Quando estourar vou sair por aí
E viver a vida como ela é

Ideais

Apago ideias
Reescrevo
E vou tecendo uma teia envolta de mim mesmo
Até que um dia
Me torne um ser belo

Riscos

Céu azul
Riscos
Aviões que passam cuspindo fumaça
E eu aqui embaixo neste delírio constante.