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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Spiritual man

Contraponho a você,
garota material.
Penso que na vida
temos que elevar a alma,
pois nada que construímos aqui,
levaremos para a verdadeira vida,
aquela que os santos e anjos
nos aguardam.
E como elevar a alma?
Dando o melhor que temos,
aos que nada ou pouco tem
para nos dar.

As massas

É questionável
querer atingir as massas.
Melhor que faço é comê-las
e deglutir palavras
com nexo.

Delirare

Sair por aí delirando
Sonhos fantásticos de uma noite de verão
Correr descampados
E cair ao céu estrelado
Onde vejo
Você e eu

Antologia Sarau Brasil 2016

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Publiquei nesta antologia, nas próximas semanas divulgarei uma nova Antologia por outra editora a Scortecci Editora.

Chiara Lubich

Converso com Chiara
Minha mãe espiritual
Dela só há amor
Sobrenatural
Não posso dizer o que peço
Porque intercessão é só no canto do ouvido
Se Deus me atender fico satisfeito
Se não volto a trilhar o caminho
Que deveras é sentido



Parabéns Madonna! Happy birthday!!!

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Parabéns Madonna!!! Que você seja uma mãe muito amada pelos teus filhos. Que teus projetos de vida sejam sempre pra revelar LUZ na humanidade carente de amor e afeto. São os meus sinceros votos. Espero que chegue até você.

Nos meus delírios mais alucinantes
Te vejo numa constelação de estrelas
Daquelas que fazem brilhar a alma de amantes
Em constante arqueamento de ideias
A gente amadurece e vemos os outros amadurecer
No tocante da tua face
Imemorial jeito de ser



Paradoxo espiritual

Se o mal existe
Deus não existe
Mas Deus morre na cruz
uma morte dura
pra redimir os pecados

Então se o mal existe
E sobrepuja a bondade de Deus
Deus vive na sua crucificação
E ressuscita dos mortos
Em uma perplexa relação
Entre pai e filho

E na sua vida além da vida
Ele permite o mal
Não porque é um bem
Mas sim porque quer que ressuscitemos como Ele

Deus é uma controvérsia?

Deus é onisciente
Onipotente
É perfeitamente bom
Portanto, o mal existe
Se o mal existe
Deus não existe afirmam filósofos

A luz

A luz que envolve meu ser
Reverbera no teu ser
Cada dia com tua escolha
E cada escolha com tua responsabilidade
De modo que não nos falte
A condição da paz

Escombros

Entre escombros
Minha alma perece de afeto
Vomito lágrimas de orvalho
E deixo as entranhas da vida
Sem motivo aparente

Rimas

Rimo
Faço de tudo pra rimar
Mentira
Consterno sem pensar
A vida me fez assim
Um dia pensante de flor
Outro bruto como pedra

Gira

Rodopia
Gira
Roda sem parar
Saia rodada inspira
Deixa o orixá entrar

Entediante
é o tempo de agora
com suas nuances rosas
e perplexidade azul
Assumo minhas faltas
Meus erros
Sou único responsável por aquilo que digo
e penso
Muitas vezes
Sem forma
Sem ritmo
Quase um monólogo
Escrevo para aplacar a dor
Que vem do fundo da alma


Ditadura

No tempo da ditadura
Escrever poemas era sacrilégio
Ninguém podia ir contra o Estado
Que seria vítima de tortura
Ainda hoje vemos pessoas a favor de ditaduras
É vergonhoso pensar
Tantas vidas ceifadas
E a liberdade a perambular

Reação

Reatividade
Reagir
Enfrentar de frente
Mesmo que doa
Sem agressividade
É uma luta
Entre todas

Perfume

Perfume
Nota amadeirada
E forte
Impregna de nuances
A vida corriqueira dos amantes

Ovacionados

Tacaram ovo em político
Tacaram água em mendigo
Tacaram tomate também
Tacaram a dignidade de ambos no ralo

Peixe

Peixe turmalino
Água em estado de graça
Benta como se fosse uma reza

Flor em rocha

Flor em rocha
Naquela cor roxa viva
Resplandece de beleza
Em uma foto colorida

Não ao ódio

Mesmo que me machuque
Não quero propagar o ódio
Mesmo que não consiga de imediato
Resistirei bravamente

Flores

Desocupar a mente
Torná-la fértil
Até que possa brotar
Flores
Audacioso é o tempo que se foi
Em que o próximo era revestido de sacralidade
Hoje é tudo fulgaz
Que as relações estouram-se por qualquer maldade

O silêncio

É engraçado notar que escrevo mais quando estou no barulho de crianças. Acho que já me acostumei. É meio que êxtase. Contemplar o silêncio e escrever no barulho, é uma dicotomia, mas é assim que consigo escrever.

Cada um com sua dor
Cada qual com seu amor
Coração falido e de lata
Frio, sem sentimentos
Estou

Não recitarei os outros
Prefiro sempre pensar por mim
Mesmo que meus pensamentos sejam dúbios
Não falarei por ti

Procura

Fico a te procurar Nessas estradas que a vida interpõem Cansado de te falar Coisas de amor Não sei porque você não me ouvi Se eu quero tanto ter você No simples limiar do tempo que não para Vou anoitecer e te esquecer

Obcaecare

Obsessão
É quase um estado de cegueira
A gente vê e nem percebe
que estamos envolvidos por ela
Sou poeta
Não irei por outro caminho
Escrever é a minha sina
Até que um dia não consiga mais
E deixe meus olhos falarem por mim

O que penso

Comportamentos
que não nos elevam
apenas para passar a imagem de antenados
Não direi que da mesma água já bebi
E de barracos momentâneos vivi
Pois cada palavra dita
Um eco reverbera
Não sei você caro leitor
Mas a mim
Fica sempre o desejo incansável de dizer o que penso

O amor constrói

Viver uma vida de aparências
Ligadas apenas ao prazer
Que o dinheiro impõem
E esquecer de outras coisas mais importantes
Que só o amor constrói

Afeminado

Dizem que ser afeminado é revolucionário
Como se isso investisse a pessoa de poder
Eu digo que nada mais é que um estereótipo
Que você inflige-se
Entreposto
A vida, às vezes, se nivela a morte
Deixar morrer o que não vive mais
Para brotar como erva daninha
Que em tudo entremeia



Emoldurar-se

A cada dia que passa
fico a olhar o espelho da alma
e admirá-la pela beleza inata

A cada dia que passa
fico a olhar a imensidão da alma
e admirá-la pela bondade consternada

A cada dia que passa
fico a olhar
até que um dia
veja o emolduramento do ser